domingo, 17 de junho de 2012

Uma prévia


     O RODOVIA DA MORTE é um motoclube fundado no dia 23/12/10 na cidade de Mantena e conta com motos apenas do seguimento Cruiser/custom (choppers e triciclos em caso de exceções).
     Os idealizadores deste projeto são: Rene William, conhecido também como “Pena” e André Correa ou somente “Corrêa”.
     Mantena já possuía um motoclube, o VIA381 que realizava suas saídas e atividades em grupo a mais de um ano. Neste período Pena participava como conselheiro criando campanhas e cooperando com a comunicação visual. Com um motoclube prestigiado pela cidade só havia um problema: Motociclistas de verdade (generalizando, é claro!).
     “(...) naquela época tinha gente de tudo quanto é tribo: trilheiro (a grande maioria), “jaspions” (gíria utilizada para moto sport), gente que nunca foi num motofest e tão pouco comparecia às reuniões (...)”.
     Indignado com a situação do motoclube, mas sem querer interferir na hierarquia presente, Pena resolve deixar o motoclube e criar outro. “Não um melhor ou concorrente, só uma versão distorcida.” Daí a idéia do motoclube RODOVIA DA MORTE – KM00. A marca está clara. Mantena fica no quilômetro 00 da BR381, que por inúmeros acidentes ficou conhecida como a rodovia da morte. A logo ficou por conta da mesma linha de pensamento. A alegre coruja de vôos longos e símbolo de sabedoria teve que se encontrar com a “morte” e passar para uma versão mais... digamos assim... mais soturna!
      Tempos depois, o RODOVIA DA MORTE compreendeu que manter a figura da coruja (mesmo que soturna) apresentava algum traço de cópia, criação e/ou dependência com o primeiro clube de Mantena. Sendo assim, a liderança decidiu no dia 27 de julho de 2014 que a coruja não faria mais parte do escudo completo, sendo trocada pela figura da “CATRINA” como símbolo oficial do brasão acompanhado do modelo de fonte que já havia sido trocada em agosto de 2013. O clube reconheceu que esta era uma mudança drástica nos primeiros anos de tradição, mas que era algo necessário para romper com qualquer assimilação e escrever uma nova história. Há também a justificativa estética de que a coruja sofreu tamanha distorção ao ponto de não ser reconhecida como uma coruja ou mesmo poder ser confundida com qualquer outro pássaro, já que há um grande “aviário” quando se fala de motociclismo (como falcões, águias, gaviões, abutres e etc).
      A “CATRINA” trouxe maior sentimento de pertença ao clube, como uma imagem inédita, sem necessidade de explicações quando se enxerga o brasão. A mesma possui uma assimilação enorme com a rodovia da morte e completa o significado de que a morte para muitas culturas vem como um homem, mas para a cultura latina se apresenta como uma mulher o que dispensa explicações.
     Desde então, o RODOVIA DA MORTE luta com dignidade por um cenário motociclístico clássico e real. Sem as bizarrices e esparros que tanto temos visto pelos encontros de motociclistas.